sexta-feira, 8 de julho de 2011

A dor à prazer?

Não posso trocar a dor,
Não é possível trocar

Pela noite, me esnoba,

Ao sorrir desde a Lua

Á Lua e amigas tão

Noturnas e tão brancas

Quanto Sol, nas suas mãos,

Fontes partilhadas borbulam,
Inebriar, evaporar receios,
Mas, não há, ainda não há

Possibilidade trocar a dor
Pelo prazer prazer assim.

Querer céu como um belo

Salto de dançarino, não dá!

Preciso falar calo de peão,

Escalar, cair, construir dossel

No quase eterno martelar

Encaixoto a dor pra fria pré

Alvorada, ah, elixir dos casais,

À mim múltipla escolha de dor,

Escolho outras tantas pra trocar.

Bem antes do prazer chegar,

Só de pensar em outra dor, ah...

A escolhida, é uma delicia:

Dia novo sem luz, obscuro,

Destruir um sonho, congelar no mar,

Vai, quebra a dormência do feliz

Germina nova semente. Prazer?
Amanha verei, em uma melhor dor

domingo, 1 de maio de 2011

Arpor

Novamente digo sobre
Arpoador, e que estava à,
Mar, táboa, tá bem, alí
O pôr do sol iluminava;

Se arpo a dor primeiro,
Depois, mostrou luz
Lá no alto, Tíjuca
Em tí, em quem vê, viu;

Andar-se, em si, tendo atrás
Os passos de um maluco,
E a frente, os ares,
Somente a voares do ar;

Ter como deusa ilusão
Justificar o inusitado
Mas no fundo: ansiedade,
Perde-se, a bela verdade;

No Arpoador se fez luz, que,
Também some. Escuro e frio,
Saber de ti e não esquecer,
Me mantém no lado afável.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Em Branco, Mas Sem Fim Negro

Carnaval, Carnaval...
Tudo tem seu dia,
O seu não marco,
Mas no meu não é março,
Fevereiro sorria,
Hoje, por ela hospital.

Distante porque sim!
Erram pela mesquinharia
Em tais nobres motivações;
De uma boa para mim
Preciso, venha ave fantasia,
Voe alto, versos e canções.

Na cadeira verde, sim sou,
Um poeta sem comemorar,
Pelo ontem a ansiar versos,
Prefiro: "casa com ela aqui vou",
Mesmo sem esse tal manifestar,
bastaria, bom momento, ver só.

Dor sempre pede sua saída,
Com bom foco ou ser cortado;
Necessário foi tirar peso da rocha,
Tal qual o corte da boa poda;
Susto! Demorar deixar estado abobado;
Normal! Vai, vai, vai, debocha!

Ali, era inundação ou barragem,
Que por fim pesaria nas artérias,
Evaporou, na solução da fita rubor,
Depois de três anos roçando nas veias,
Com três desejos: Fé, Força, Amor,
Marcou o sentido, Fé é a mãe, sentem?!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Mais valia"

Sentei sobre resina flutuante,
Enquanto ventava e corria abaixo
O frio das águas do extremo sul,
Subiram em Arraial na corrente;

Então, minha primeira Lua inteira
Do ano, novo ano, que de mim lavra,
Sem querer, mas, por ter um prezar;
Me conta coisas, sem uma palavra;

Mão planando ou afundando,
Na fluidez das águas trêmulas,
Dependia somente de aguentar,
o peso, prezo, em cima dos ombros;

Destruição pode ser feita, tão rápida
Como o ir, quando a bela está a chamar,
Mas reconstrução, custa tal tempo...
De por ela, ouvir, o querer que a chame.

Lua, lá em cima, tão negra,
Tão clara em uma só, deixou escrito,
A "mais valia", do todo, do contexto,
E fixado ao escurer, (tranquilo)...

Na divisa entre aonde respiro,
Do local que ponho pés alados,
Brilhava não por mim, não por ela,
Pelo conjunto. (fado, inspiro).

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Caso: acaso da vida ao correr.

Depois do contorno no 9,
Após 3, sem esforçar,
Apenas ajustando a
Melhor forma de passar;

Foi que ao mudar de pedra
Limitante da praia postal,
Que surgiram claras 4 linhas,
Iam em dois pares horizontais,
À vertical até sumir
Devido a circunferência;

No meio das retas de baixo,
Laranja era a cor da faixa,
Pessoas em toda velocidade
passando, motor mitocondrial,
ou CO2 devido a cilindradas;

Eu, ao lado da minha amiga,
Da espécie Canis lupus familiares
Mantinhamos o ritmo de acordo
Ao não cansar,para ir mais além;

Paralelo as linhas superiores
Que brilhavam devido a um valor
Que vem na conta dos impostos,
Entre estas, pesando os kilometros
A frente ocorria sua junção
e pareciam descer o brilho devido aos
efeito da distância na nossa visão;

Porém, a razão de todo este,
É que no contexto acima destas,
Em total harmonia da geometria,
Fomavasse um olhar em sorriso;

Era aquilo que já chamaram de
satélite natural da Terra e
carinhosamente, assim como a
amiga, é chamada de Lua.

No outro lado não havia
Nada além da cor negra, terna,
É claro, representar o piscar;

Era o sonho de uma vida tal olhar...
Nesses razoavelmente longos segundos,
O que se formava além de um rosto
No céu, formado por postes, ciclovias
Lua e noite, era uma expansão para
Possibilitar em 12 8 10 fazer a média
E ganhar nota máxima quanto a beleza de um
cultivado acaso da vida (dá! vivi! dá!).

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Lá no mar e aqui

Em meio à recife de coral
Tubarão tem muito a olhar,
Analisar, instigar e nadar,
Mas fisgar mesmo, nem tanto.

Ser na pele tinta em tatoo,
Na telona sucesso em "Free..."
E quando solta haver tiro livre...
Lá, com quem mama é o que mais me irrita.

Aqui, apesar de não ver peixes e ascídias,
Bela gente, no olhar e corpo, trazem iscas,
Tanto na festa como no metrô de todo dia

Fora d'água, mesmo sem haver arpoar,
Havendo um ser, livre à voar, há morte,
Quando com isso conseguem mero lucrar.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Esclerose, peixe, feijão, tomates, hermanos, igual, céu mais azul do mundo!!!

Palavras por palavras,
Esclerose dos conscientes,
Se posta no dia daqueles
Que não se fazem presentes.

Um mar de oliveiras verdinhas.
Senti no gosto do peixe o
balançar do sol no parado mar.

Suiu aquele feijão à cabeça,
Preta como ela já foi um dia,
E nutririva como ela pode ser
Ao solo, do que sai do encefalo,

Os tomates do lado de lá
São mais saborosos que os de cá,
(até dos orgânicos), não sei
se é, pelo veneno, ou pelo frio,
saber sofrer, sabe bem crescer.

Hermanos lutam pelo nacional
Quase todo dia local, não
Apenas, nos do tal mundial,
nisso queria que aqui fosse igual.

Mas o que importa, é aquele estudo
Que diz: o céu do Rio é o mais
Azul (mais no outono) de todo mundo
(http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010125060808)

E como azul é a cor do mar,
Nao teria à mim outro lugar,
"aham."