quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Notícia
Não joga não!
As mãos estão
Inteiras pra escalar
Joga sim!
A cardiorespiração
Sofreu baque ao
A noticia inalar.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
A dor à prazer?
Não posso trocar a dor,
Não é possível trocar
Pela noite, me esnoba,
Ao sorrir desde a Lua
Á Lua e amigas tão
Noturnas e tão brancas
Quanto Sol, nas suas mãos,
Fontes partilhadas borbulam,
Inebriar, evaporar receios,
Mas, não há, ainda não há
Possibilidade trocar a dor
Pelo prazer prazer assim.
Querer céu como um belo
Salto de dançarino, não dá!
Preciso falar calo de peão,
Escalar, cair, construir dossel
No quase eterno martelar
Encaixoto a dor pra fria pré
Alvorada, ah, elixir dos casais,
À mim múltipla escolha de dor,
Escolho outras tantas pra trocar.
Bem antes do prazer chegar,
Só de pensar em outra dor, ah...
A escolhida, é uma delicia:
Dia novo sem luz, obscuro,
Destruir um sonho, congelar no mar,
Vai, quebra a dormência do feliz
Germina nova semente. Prazer?
Amanha verei, em uma melhor dor
domingo, 1 de maio de 2011
Arpor
Arpoador, e que estava à,
Mar, táboa, tá bem, alí
O pôr do sol iluminava;
Se arpo a dor primeiro,
Depois, mostrou luz
Lá no alto, Tíjuca
Em tí, em quem vê, viu;
Andar-se, em si, tendo atrás
Os passos de um maluco,
E a frente, os ares,
Somente a voares do ar;
Ter como deusa ilusão
Justificar o inusitado
Mas no fundo: ansiedade,
Perde-se, a bela verdade;
No Arpoador se fez luz, que,
Também some. Escuro e frio,
Saber de ti e não esquecer,
Me mantém no lado afável.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Em Branco, Mas Sem Fim Negro
Tudo tem seu dia,
O seu não marco,
Mas no meu não é março,
Fevereiro sorria,
Hoje, por ela hospital.
Distante porque sim!
Erram pela mesquinharia
Em tais nobres motivações;
De uma boa para mim
Preciso, venha ave fantasia,
Voe alto, versos e canções.
Na cadeira verde, sim sou,
Um poeta sem comemorar,
Pelo ontem a ansiar versos,
Prefiro: "casa com ela aqui vou",
Mesmo sem esse tal manifestar,
bastaria, bom momento, ver só.
Dor sempre pede sua saída,
Com bom foco ou ser cortado;
Necessário foi tirar peso da rocha,
Tal qual o corte da boa poda;
Susto! Demorar deixar estado abobado;
Normal! Vai, vai, vai, debocha!
Ali, era inundação ou barragem,
Que por fim pesaria nas artérias,
Evaporou, na solução da fita rubor,
Depois de três anos roçando nas veias,
Com três desejos: Fé, Força, Amor,
Marcou o sentido, Fé é a mãe, sentem?!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
"Mais valia"
Enquanto ventava e corria abaixo
O frio das águas do extremo sul,
Subiram em Arraial na corrente;
Então, minha primeira Lua inteira
Do ano, novo ano, que de mim lavra,
Sem querer, mas, por ter um prezar;
Me conta coisas, sem uma palavra;
Mão planando ou afundando,
Na fluidez das águas trêmulas,
Dependia somente de aguentar,
o peso, prezo, em cima dos ombros;
Destruição pode ser feita, tão rápida
Como o ir, quando a bela está a chamar,
Mas reconstrução, custa tal tempo...
De por ela, ouvir, o querer que a chame.
Lua, lá em cima, tão negra,
Tão clara em uma só, deixou escrito,
A "mais valia", do todo, do contexto,
E fixado ao escurer, (tranquilo)...
Na divisa entre aonde respiro,
Do local que ponho pés alados,
Brilhava não por mim, não por ela,
Pelo conjunto. (fado, inspiro).
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Caso: acaso da vida ao correr.
Após 3, sem esforçar,
Apenas ajustando a
Melhor forma de passar;
Foi que ao mudar de pedra
Limitante da praia postal,
Que surgiram claras 4 linhas,
Iam em dois pares horizontais,
À vertical até sumir
Devido a circunferência;
No meio das retas de baixo,
Laranja era a cor da faixa,
Pessoas em toda velocidade
passando, motor mitocondrial,
ou CO2 devido a cilindradas;
Eu, ao lado da minha amiga,
Da espécie Canis lupus familiares
Mantinhamos o ritmo de acordo
Ao não cansar,para ir mais além;
Paralelo as linhas superiores
Que brilhavam devido a um valor
Que vem na conta dos impostos,
Entre estas, pesando os kilometros
A frente ocorria sua junção
e pareciam descer o brilho devido aos
efeito da distância na nossa visão;
Porém, a razão de todo este,
É que no contexto acima destas,
Em total harmonia da geometria,
Fomavasse um olhar em sorriso;
Era aquilo que já chamaram de
satélite natural da Terra e
carinhosamente, assim como a
amiga, é chamada de Lua.
No outro lado não havia
Nada além da cor negra, terna,
É claro, representar o piscar;
Era o sonho de uma vida tal olhar...
Nesses razoavelmente longos segundos,
O que se formava além de um rosto
No céu, formado por postes, ciclovias
Lua e noite, era uma expansão para
Possibilitar em 12 8 10 fazer a média
E ganhar nota máxima quanto a beleza de um
cultivado acaso da vida (dá! vivi! dá!).
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Lá no mar e aqui
Tubarão tem muito a olhar,
Analisar, instigar e nadar,
Mas fisgar mesmo, nem tanto.
Ser na pele tinta em tatoo,
Na telona sucesso em "Free..."
E quando solta haver tiro livre...
Lá, com quem mama é o que mais me irrita.
Aqui, apesar de não ver peixes e ascídias,
Bela gente, no olhar e corpo, trazem iscas,
Tanto na festa como no metrô de todo dia
Fora d'água, mesmo sem haver arpoar,
Havendo um ser, livre à voar, há morte,
Quando com isso conseguem mero lucrar.