domingo, 27 de junho de 2010

São dias de não.

Tem dias, que ficar
Com você, meu bem,
É estranho, o pensar:
Quase em mim não tem.

São dias de não,
Ausento-me daqui,
A buscar longe
Razão para outras
Partes da vida
Terem valor aqui.

É um focar no céu,
Inexistente, entre nós,
E já preceder a luta,
Para trazer ele a vós,
E a mim, o caminho sem nó.

Enquanto bela for seca,
Viajo para trazer chuva,
Procurando a medida
Entre não cessar e inundar.

Em dias da mais alta
Humidade,Sol,e de verão
A chuva e a alegria;
Meus olhos mais em ti estarão.

E, na canção da vida não dita,
"Seiva-me muito elaborada,
Para dias de apenas bruta,
Ainda poder existir em elixir".

domingo, 9 de maio de 2010

Procurei

Procurei no fundo de garafas,
Favelas belas e ruas sem asfalto,
Persisti em ruas sujas e sem luz,
Te procurei em enjôos e embriaguez,
Em todos, embelezava pela razão
Da busca, porém só perdia, e converti,
Na fé de leve fluir. No carnaval persisti,
Alegria em sobriedade e sem fantasia,
No sol e com boas companhias, achei,
Ali...espaço para um ingênuo coração.

domingo, 2 de maio de 2010

Bouganville

De um presente bonto,
Apareceu ela, linda.
Em cor de querer bem,
Um botão quase flor.

Bouganville ou
Primavera de nome,
Fez tom rosa o viver,
E o meu dia mais bonito.

Mais que o polinizador,
Vezes ausente, ela se basta,
Tens beleza e a semente.

Especial ao presentear,
Que assim à ela seja,
A vida sempre à agradar.

No fim: Albert

Não se engane por tal descrição,
Aqui começa algo que não tinha
Planejamento ou qualquer noção.
Mas tal qual a luz que aparece
"Sem querer", o verso: há de ser.

E o princípio e o fim deste ler
Não importa mais do que só um
Momento aqui se prender, e ter
Um segundo mais vazio/cheio
Do que tinha no jornal de ontem.
Pois como disse, é de ontem.

Quanto cabe em segundos vazios
De tudo aquilo que disseram,
Todos eles: mãe, pai, irmão,
jornal, professor, avô, avó?
No do Einstein coube E=MC²,
E a tal relatividade, pode crer.

Meditação, inspiração, insigth,
Combinam com gênialidade, porém,
Não se engane, longe de um grande
Ego e mais que belos talantos.
É apenas, ao ganhar de "algo/alguém"
Um nobre preenchimentos, era esse,
"O Enigma do Universo", do grande,
humilde, são, feliz, Albert.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Olhar de Lua

Ao olhar de Lua,
A atenção agora é toda sua,
E ao partir, fico com a imaginação,
De voar pelo espaço atrás de sua iluminação.

domingo, 4 de abril de 2010

À floresta

É feita de azul, de
cêntrico alaranjado.
No pouso do olhar reflete
verde tom vida sorrindo.

Elevado expirar, à inspirar,
nobre por polinizar.
Natural tanto (tanto.) no sentido
de peculiar como no de sorte.

Na vida saber ser cores,
a Flor é evolução.
Origem do fruto, semente,
mel, é especialização,(a troca).

Sem fim desde carnaval atípico
de santo e(m) Santa, no Céu, Rio.
Até salões, Laje, outro estado... ,
até campo à floresta, o sentir criar.

quinta-feira, 25 de março de 2010

O "pôr" do dia

Acontece posterior à
Uma grande exaltação
Do dia, é feito então:
Dois lados, opostos.

Clareza e felicidade,
Um lado inspira olhar,
Outro sombras à criar,
Sendo menos preferido.

O de céu quase escuro
Ainda tem o outro para
Lhe amenizar, mas este,
Não interfere no claro.

Luz e texturas em vel,
Demonstra o que pode,
E parti, para sua luz
Pintar em novo papel.

E assim a sombra se vê,
Sozinha, vista de longe
Por outros de clareza e
Pela suntuosa:luz recria.

E ao questionar, pensar,
Refletir, abstrair, seguir
Fluir, sentir, apaixonar, é.
Clareia. Alvorada. È dia.